Raio TempestadeExistem diferentes tipos de para-raios. Os mais utilizados no Brasil são o de Franklin e de Melsens Além deles há o modelo radioativo, que tem seu uso proibido no país por causa da radioatividade que emite.

Para-raios de Franklin

É o modelo mais utilizado, composto por uma haste metálica onde ficam os captadores e um cabo de condução que vai até o solo e a energia da descarga elétrica é dissipada por meio do aterramento. O cabo condutor, que vai da antena ao solo, deve ser isolado para não entrar em contato com as paredes da edificação. As chances de o raio ser atraído por esse tipo de equipamento são de 90%.

Para-raios de Melsens

Com a mesma finalidade do para-raios de Franklin, o de Melsens adota o princípio da gaiola de Faraday. O edifício é envolvido por uma armadura metálica, daí o nome gaiola. No telhado, é instalada uma malha de fios metálicos com hastes de cerca de 50cm. Elas são as receptoras das descargas elétricas e devem ser conectadas a cada oito metros.

A malha é divida em módulos, que devem ter dimensão máxima de 10 x 15m. Sua conexão com o solo, onde a energia dos raios é dissipada pelas hastes de aterramento, é feita por um cabo de descida. Esse cabo pode ser projetado usando a própria estrutura do edifício. As ferragens de suas colunas podem estar conectadas à malha do telhado e funcionar como ligação com o solo. Mas, para isso, é necessário um projeto adequado feito por engenheiros.

Para-Raios Radioativos

Os para-raios radioativos podem ser distinguidos dos outros, pois seus captadores costumam ter o formato de discos sobrepostos em vez de hastes pontiagudas. O material radioativo mais utilizado para sua fabricação é o radioisótopo Américo-241.

Esses para-raios tiveram sua fabricação autorizada no Brasil entre 1970 e 1989. Nessa época, acreditava-se que os captadores radioativos eram mais eficientes do que os outros modelos. Porém, estudos feitos no país e no exterior mostraram que o para-raio radioativo não tinha desempenho superior ao do para-raio convencional na proteção de edifícios, o que não justificaria o uso de fontes radioativas para esta função. Sendo assim, em 1989, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), por meio da Resolução Nº 4/89, suspendeu a produção e instalação desse modelo de captador. Salientando que se o processo de radioatividade fosse feito com fusão nuclear, seria mais seguro utilizar o meio de produção.

Instalação de Para-raios

Tempestade ChuvaInstalar para-raios não é uma tarefa fácil, pois as nuvens formam-se e são alteradas por diversos fenômenos da natureza como poluição, altitude, ventos e clima. O Brasil é um país com grande incidência de raios graças ao clima tropical. Para a instalação é necessário seguir as diretrizes da norma técnica ABNT 5419/2005 que possui as regras necessárias para instalar o para-raio com segurança. 

Para colocar um em sua casa, empresa ou indústria, é necessário conferir os seguintes fatores: o espaço para colocá-lo, material de construção utilizado, índice ceráunico do município (número de dias que acontecem tempestades em uma região), média de raios da região desejada, quantidade de pessoas e a dimensão do local onde o para-raio será instalado. É importante também consultar um engenheiro para elaborar um projeto seguro.

Fique atento porque conforme a norma 5419/2004, os para-raios não protegem equipamentos eletrônicos como portões automáticos, elevadores, computadores, alarmes, etc.

Sistemas de Para-Raios

Subsistema de Captação: O captor é definido de acordo com o tamanho da edificação. Mas, muitas vezes já existe uma estrutura metálica que pode ser usada como para-raio, como é o caso de chaminés, escadas, heliporto, telhas de metal, mastros de antena, etc. Para casos assim a pessoa responsável apenas conecta esse sistema a outro subsistema de descida e aterramento. Para prédios com mais de 10 metros, é preciso ter um cabo em torno do perímetro para complementar o para-raio, conforme determinação da norma.

Subsistema de Descida: Podem ser feitos com cabos de cobre nú com um tamanho específico, para os casos em que a edificação possui até 20 metros de altura. Caso o prédio seja maior que isso, o cabo de cobre deve ter um tamanho maior, de acordo com a NBR 5419:05. Os pilares de estruturas metálicas podem substituir o cobre na descida do para-raio.

Subsistema de Aterramento: Esse subsistema pode ser feito com colunas e alicerces do local onde o para-raio será instalado. Um sistema de aterramento trata-se de uma viga na terra que é conectado a um fio que percorre a casa.